domingo, 15 de março de 2009

Velásquez

Ao analisar Velásquez, é possível observar que, tão geniais quanto às suas brilhantes escolhas, foram as bases montadas que as possibilitaram. Na prática, elaborou estrutura de massas ou manchas tonais abertas a partir de camadas translúcidas que o permitiram decidir onde incidiria maior impasto, quantidade de luz, intensidade de cor ou onde encaixaria os accents. Para ele, a estrutura era o início da abstração. Não copiava o que via, nem pintava as coisas como elas são, ou seja, manipulou a pintura como imagem descolada de seu objeto. Buscava permanentemente a aplicação do Princípio da Simplicidade e, como tantos outros mestres, converteu a pintura num ato de inteligência, distante da mera repetição mecânica de fórmulas.

Estudo "Juan de Pareja", OST, 2000.

2 comentários:

  1. Maurício, em dezembro de 2006 vi essa pintura no Metropolitan de NY e me lembrei de vc. Ela está lá, embora um óleo, está emoldurada com um vidro (algo raro). Acho que me lebrei de vc pois em alguma das poucas aulas falamos dessa obra, não lembro porque... Um abração. Joarez Filho. Continuo aqui no USA.

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  2. Também não me lembro dessa discussão. Essa cópia de Velásquez foi uma das primeiras que fiz na minha fase autodidata e foi início dos meus estudos de tipologia de cor (que está longe de terminar, por sinal). Espero que esteja tudo bem por aí.
    Forte abraço.

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