sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Desenho de um catador





Carvão sobre Marrakech, 2011

Estudo de Ramón Casas

Uma das incidências de luz mais difíceis para resolver e simultaneamente dar volume é a frontal (ligeiramente lateral), difusa e quase chapada. Este estudo que fiz de Casas permitiu visualizar a grande solução, embora discreta, quase imperceptível: na ausência de grandes contrastes tonais, a ênfase da abordagem incide sobre a variação sutil de borda.


Carvão e lápis carvão sobre papel kraft, 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Festa de confraternização 2011


Hora do discurso
















Sorteio de um kit de materiais oferecido pela "Casa do Artista"



Sorteio de 3 desenhos para os alunos



Trabalho dos alunos


Trabalho dos alunos

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Estudo para "Ensimesmado V"

Este estudo em pastel foi executado bem rápido (mais ou menos 25 minutos) por manter sob foco a abstração orientada pelo conceito de fluxo de luz associado ao gestual do desenho e ao sistema do desenho tonal (aproveitando o valor médio da tonalização). Isso permitiu uma visão mais eficiente direcionada ao essencial da luz, sem as distrações sedutoras do trabalho de borda ou com o modelado plástico (voltado para o volume do tipo linear com preocupação demasiada com a escala tonal). A hachura, por sua vez, nessa lógica de concisão, serviu de instrumento que sintetiza os planos de luz, intermediários e de sombra.


Pastel preto, branco e cinzas sobre papel cartão, 2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Desenho tonal e hachura

Neste exercício de desenho tonal, a partir de uma peça de Houdon, escolhi uma abordagem mais rápida usando hachura para gerar variação tonal e também para o ajuste fino de valor.


Pastel em gama de cinzas, lápis pastel preto e tinta acrílica

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Tinta acrílica x tinta a óleo

Resolvi experimentar a tinta acrílica muito mais para matar uma curiosidade, pois ultimamente tenho ouvido com certa frequência que este material é mais difícil manipular do que o óleo pelo fato da acrílica secar mais rápido e não aceitar tantos retoques sob o sistema molhado sobre molhado. Do meu ponto de vista, o que torna o óleo o veículo mais complexo para trabalhar é essa qualidade de secagem lenta. Isso faz com que o pintor seja obrigado a lidar com muito mais variáveis como: saber esperar a melhor hora para que a tinta assente para sobrepor uma outra camada sem secar; saber compensar o grau de pastosidade da tinta da camada de baixo e de cima; antecipar mentalmente as consequências do cruzamento de cores no molhado sobre molhado (que é totalmente diferente do molhado sobre seco) - o que implica compensar o nível de saturação e de temperatura para que as cores sobrepostas não se anulem a ponto de gerar cor suja; controlar o peso do pincel, tipo de medium, tipo de cerda para conseguir determinado efeito, entre outras. Embora tenha gostado do resultado, quanto mais eu pinto com acrílica, mais fico fã do óleo.



Estudo a partir de uma peça de bronze de Rodin

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Técnica mista

Este estudo baseou-se na seguinte proposta: base das grandes massas com tinta acrílica e sobreposição de pequenos toques com pastel.
Papel branco original

Imprimação com tinta acrílica cinza para para tonalizar o papel e neutralizar as cores subsequentes

Desenho a carvão fixado posteriormente

Início da base da figura com tinta acrílica

Variações com os altos e baixos, com o intuito de "quebrar" a superfície e gerar textura

Pintura com valor mais alto no negativo para destacar o positivo

Colocação de pequenas variações tonais e pequenos toques com pastel

domingo, 14 de agosto de 2011

Estrutura das massas 2

A estrutura das massas é o todo, tanto no desenho como na pintura, constituído das grandes massas e tem a função de organizar as relações de valor e dar unidade às sobreposições de massas menores posteriores.
O estudo abaixo consistiu no exercício mental de abstração que procura visualizar e simplificar sucintamente as grandes massas “que estão por baixo”, eliminando assim todos as minúcias e outras informações desnecessárias.



Vale a pena notar como, na abordagem pictórica, é a massa que estrutura a imagem. Enquanto no sistema linear, a representação da forma serve geralmente de ponto de partida com o subsequente trabalho de sombreamento, no pictórico, a forma acontece como consequência das sobreposições de planos e toques menores.
A boa estrutura é aquela que permite colocar apenas o que falta, de forma bem precisa e “encaixada”, sem muitos retoques, e que antecipa o que vem por cima. Por isso, é verdadeiro o seu oposto: o sintoma de uma má base é quando ela deve ser refeita quando se avança no processo.


Aplicação da estrutura da massa como referência de abstração e simplificação


Eliminando os accents - pequenos toques mais escuros (pelo Photoshop) - representados pelos olhos e narinas, é possível constatar como são as grandes massas subjacentes que dão suporte visual decisivo na estruturação da imagem.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fluxo de luz como conceito

O conceito de fluxo de luz, como diretriz de ação e de pensamento, consiste em retratar a incidência e distribuição da luz na figura (“luz nas coisas”) e assim evitar a mera representação da figura com luz (“coisas com luz”). A diferença básica entre as duas abordagens incide sobre o nível de abstração. Enquanto na segunda, o procedimento assenta-se sobre um modo mais mecânico, pela estrita comparação de um valor com outro e colocação de massas justapostas; na segunda, trabalha-se por sensação o conceito de esculpir a figura com a luz. O pré-requisito para manipular as massas na primeira perspectiva é o entendimento de como a luz se comporta, pela análise de sua intensidade, direção, etc, na segunda, o que prevalece é a habilidade de imitar corretamente os valores.

Uma das maiores dificuldades para manter a abordagem abstrata é desprender-se da descrição da forma tridimensional ou da fisionomia e acreditar que elas acontecem como resultado da inserção das interrupções (provocadas pelas concavidades e saliências do modelo) da luz.



sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mais desenho tonal

Óleo sobre tela com preto, branco e terra, 2011

Neste segundo exercício, resolvi fazer uma variação do exercício anterior, só que desta vez, sem a base do desenho por baixo fixada com spray para carvão. A forma foi modelada pelo sistema de sobreposição sem retoque, no qual os planos são colocados sem recorrer ao esfumato. Isso implica a ideia de que toda pincelada conta e exige maior disciplina de preparar e desdobrar na paleta os valores para serem "encaixados" no lugar certo. A borda suave (limite da massa com transição) depende muito mais, neste caso, da fusão de massas pelo controle do peso do pincel, da quantidade de tinta e da aplicação molhado sobre molhado.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Desenho tonal (tonal drawing)

Este exercício foi baseado no livro The Science and Practice of Drawing, de Harold Speed. Um dos aspectos mais importantes do desenho tonal, também chamado de mass drawing, é treinar no óleo a habilidade de manipular a escala tonal coerentemente e a tinta, no sistema molhado sobre molhado (wet into wet). Trata-se de uma abordagem bastante abstrata por focar o valor e a forma bidimensional das massas.



1a. camada: desenho genérico com carvão, fixado com spray. Sobreposição do cinza de valor médio como imprimação.


2a. camada: sobreposição de tons altos e baixos, atentando para a densidade, pastosidade e peso das pinceladas.

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