segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Revisão

Revendo este estudo antigo de tipologias de cor, guardado na estante, criei a coragem necessária para terminá-lo. Na época, estava gostando do que estava sendo feito, mas sabia que faltava alguma coisa que não conseguia ou sabia explicar e, justamente por isso, acabou se tornando uma ação sem sentido. Por experiência, quando atinjo esse ponto crítico (que não são poucos), resolvo parar, pois tende a descambar muitas vezes para a busca superficial de algum efeito que lhe traga maior apelo visual. E quando o ego entra na jogada querendo provar que consegue, pior ainda. O tempo me ensinou a aplicar um método, tanto útil como difícil, de um aquarelista americano (de quem não lembro o nome), de analisar a obra como se tivesse sido feita por outra pessoa. Este distanciamento físico da obra e, neste caso estrito, também temporal, equivale a colocar-se no lugar do espectador, com a ressalva de tratar-se de um olhar mais crítico e analítico. Ao retomá-lo, este exame conceitual-técnico permitiu fechá-lo sem delongas. Resolvi dar uma outra direção ao que estava, tanto por meio de veladuras como pelo sistema direto, por meio de duas soluções bem simples: deixar a paleta mais quente do que estava e gerar maior harmonia mudando a direção para três famílias: terra avermelhado (quente), cinza esverdeado e um terra dourado. 

Velho Indiano, Óleo sobre placa, 2013

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