domingo, 3 de fevereiro de 2013

Essência visual 2

O lado mais intrigante e atraente na natureza pictórica do gestual é o fato de permitir que não se recorra insistentemente à cópia ou mesmo aos clichês visuais (modos de imitar repetidos coletivamente à exaustão), por uma característica apontada por Wolfflin em Conceitos Fundamentais da História da Arte: de que representação e objeto não coincidem, diferentemente do estilo linear, mais objetivo.
Ao descolar a imagem de seu objeto, abre-se espaço para respostas imprevisíveis por captar o essencial por sensação. E o gestual pode, em última instância, corresponder à resposta mais subjetiva e abstrata possível, desde que referenciada numa concepção visual.
 
Neste desenho da palmeira que fiz no sítio, resolvi explorar mais as hachuras para gerar textura, representar a incidência de luz,  "quebra" de superfície e sugerir as folhas de modo mais genérico.

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