quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sessões de modelo vivo (Agosto de 2009)

De volta ao Brasil, o grande desafio imposto pelo novo aprendizado com o workshop de Silverman foi (e continua a ser) treinar e manter a abordagem pelo sistema de fora para dentro, mais orientado agora pela sensação, no desenho. Algo bem curioso dito por ele, durante a sessão de retrato, é que essa concepção tende a ser mais expressiva que o sistema de dentro para fora, ou, em outros termos, o genérico permite que o artista apareça mais que no trabalho que se guia pelo específico. A diferença mais marcante, na minha opinião, entre o método de Silverman e o acadêmico é que o primeiro tem um caráter mais livre e intuitivo: não há esquema de medição para encontrar as proporções (não ancora os tamanhos das partes no número de cabeças), não se recorre ao uso de linha externa angulada, eixos e a massa desempenha papel fundamental na estruturação do desenho. A grande mudança na minha execução se deu pelo fato de, em nenhum momento, procurar fixar e usar alguma parte correta da figura como referência de tamanho para atingir, posteriormente, o todo pela abertura de relações. A vantagem é a enorme flexibilidade com que se consegue ir e voltar no desenho durante a execução. A desvantagem é não ter garantia alguma sobre o resultado, por não saber, ao certo, onde se vai "chegar".

Carvão, lápis carvão sobre papel marrakech


lápis grafite sobre papel Strathmore, 20'


Lápis grafite sobre papel Strathmore, 20'


lápis grafite sobre papel Strathmore, 20'


lápis carvão e carvão sobre papel kraft, 20'


Estes desenhos em geral de 20 minutos tiveram como característica o enfoque na proporção, gesto, certa distribuição e organização mais genérica das massas, pela eliminação do excesso de trabalho de borda.

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