sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Desabafo

Alguns meses depois, por não conseguir dormir, resolvi levantar-me de madrugada e a vontade que tive foi a de pegar um pedaço de papel qualquer para desabafar, pois sentia que, caso contrário, eu iria implodir.
"Mãe, aceitar sua morte é aceitar que uma parte de mim também morreu... Tento ser forte tentando esquecer de você para conseguir continuar, mas o fato é que isso não passa de fingimento... No fundo, no fundo, algo se perdeu, está perdido e não sei se há como recuperar... Em teoria, eu sabia que permanece viva em mim como legado mas não sabia da existência da contraparte: de que se uma parte sua permanece comigo, uma parte de mim morre com você. Se não sabia porque me sinto perdido, agora eu sei..."

3 comentários:

  1. Maurício: entrei no seu blog pois Marina,minha irmã,avisou-me do seu.Tenho a dizer-te que todos nós sabemos que existe a arte de aceitar a morte,mas sempre será como uma obra inacabada.
    Eu postei no blog da Marina um comentário sobre um quadro seu, voce leu?
    Um abraço fraterno e muita força para voces H

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  2. Eu já tinha visto o comentário mas não reconhecido. Obrigado por suas palavras, tanto no meu como no blog da Marina, generosas, sensíveis e tocantes.

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  3. Pela primeira vez na vida, senti o que é o luto. Senti de verdade, na pele, na alma. Mas acho que a dor que senti nada se compara com a dor que a vó, minha mãe, minhas tias e principalmente você, seus irmãos e seu pai sentiram.
    A família Takiguthi segue em frente, fortalecida apesar da profunda tristeza, que tenho fé em Deus, se torne a cada dia uma saudosa lembrança.
    Mau, sua mãe deve estar muito feliz e orgulhosa porque vocês, apesar de toda dor, seguem em frente. Vocês são dignos de serem filhos dela e isso não se perde.

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