sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Demonstração da abordagem pictórica na representação da luz


Neste trabalho de estruturação das grandes massas, sem avançar para estágios de maior refinamento, o objetivo foi registrar a incidência da luz (pela anotação d...os valores) alternando com as marcações dos espaços (estrutura do desenho). Diferentemente da abordagem usual, no estilo pictórico, não existe cisão dicotômica ou estanque entre desenho, entendido como representação da forma por meio de contorno, e pintura, como aplicação de cores dentro de uma escala tonal para fazer sombreamento.
Um dos aspectos mais intrigantes desse tipo de construção reside na sua capacidade ou mesmo exigência de o executor abrir mão de mecanismos racionais (via cálculo ou medição) que garantam o êxito do resultado. O compromisso com o processo torna-se pré-requisito indispensável para que prevaleça a postura de interação momento a momento com a obra, abandonando práticas nas quais a segurança, a certeza e previsibilidade sejam qualidades intrínsecas. Mas é dessa forma que a exploração da realidade da prática representa adentrar um campo obscuro, instável, com seus interstícios sutis e indizíveis. Ao aceitar o caos para administrá-lo, a obra nasce como produto e exteriorização dessa relação.es massas, sem avançar para estágios de maior refinamento, o objetivo foi registrar a incidência da luz (pela anotação d...os valores) alternando com as marcações dos espaços (estrutura do desenho). Diferentemente da abordagem usual, no estilo pictórico, não existe cisão dicotômica ou estanque entre desenho, entendido como representação da forma por meio de contorno, e pintura, como aplicação de cores dentro de uma escala tonal para fazer sombreamento.
Um dos aspectos mais intrigantes desse tipo de construção reside na sua capacidade ou mesmo exigência de o executor abrir mão de mecanismos racionais (via cálculo ou medição) que garantam o êxito do resultado. O compromisso com o processo torna-se pré-requisito indispensável para que prevaleça a postura de interação momento a momento com a obra, abandonando práticas nas quais a segurança, a certeza e previsibilidade sejam qualidades intrínsecas. Mas é dessa forma que a exploração da realidade da prática representa adentrar um campo obscuro, instável, com seus interstícios sutis e indizíveis. Ao aceitar o caos para administrá-lo, a obra nasce como produto e exteriorização dessa relação.

2 comentários:

  1. Amo isso !
    Parabéns , acho que é um caminho maravilhoso para entender melhor o desenho.
    Você só ministra aulas em São Paulo?
    Um abraço e meus parabéns!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado! Ministro sim, na Rua Frei Caneca,667 cj. 1. Pode obter maiores informações no meu site: www.takiguthi.art.br.
      Abs!

      Excluir

Seguir por Email