domingo, 16 de fevereiro de 2014

Exercício de "linha exploratória"

Um dos exercícios constitutivos da prática do gestual é o uso da linha orgânica que tem por objetivo explorar os espaços inomináveis, negando as linhas que descrevem a forma tridimensional, como olho, nariz, boca, orelha, etc. Em geral, a linha tem maior afinidade com o lado esquerdo e racional por servir de contorno externo aos objetos e assim, de certa forma, "atribuir-lhes nomes".
Explorar e “navegar” pelos espaços bidimensionais constitui uma tarefa árdua porque, ao negar o contorno associado ao objeto, exige necessariamente o desprendimento mental do significado, da intenção e do resultado.
Este exercício torna-se bem dificultoso justamente por explorar visualmente espaços bidimensionais e simultaneamente dissociar a linha daquilo que tem nome e que remete ao objeto sólido tridimensional.



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