sexta-feira, 11 de junho de 2010

Martinho

1a. e 2a. camadas

Pintura definitiva, 50x60, OST


A ideia desta pintura foi fazer uma base sucinta com a primeira e segunda camadas e aproveitá-la ao máximo na última sessão.
A grande vantagem dessa abordagem é que mantém o sistema flexível, "aberto" e genérico, o que torna a execução mais rápida. Outro efeito mais interessante é que a pintura se torna mais abstrata e suscetível à mudanças.
Usei a imprimação com dupla função: foi usada para tirar o branco da tela (mistura de preto marfim com azul cerúleo diluída com solvente) e também como fundo.

2 comentários:

  1. Gostaria de saber mais acerca do processo e materiais que usou. Ficaria muito agradecido se me especificasse melhor. Este é o meu email: jose_pesfial@hotmail.com

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  2. Oi José, fica um pouco complicado especificar o processo detalhadamente num email. Para ter uma ideia do que estou falando, a maior parte do conteúdo do blog fala direta ou indiretamente dos elementos, conceituais ou técnicos, necessários para poder levar adiante a construção da pintura que executo.
    Grosso modo, o que posso dizer é que são várias as estruturas que deve desenvolver e estudar separadamente para poder combiná-las numa mesma prática: estrutura do desenho (localização e proporção das partes dentro do todo), estrutura das massas (base que dá unidade às sobreposições de cor subseqüentes e também ordena as famílias de cor dentro de uma escala tonal), estrutura dos planos (modelo mental que organiza a imagem em termos de planos que avançam e recuam no espaço). Outro elemento importante na pintura é colocar as camadas de cor sem retoque, ou seja, misturar toda variação de cor e de valor na paleta e sobrepô-las na tela, sem uso de esfumato (transição). A paleta de cor (importada) é: branco de titâneo, amarelo de cádmio claro e escuro, laranja de cádmio, ocre, alizarin crimson, siena queimada, light red (ou terra rosa), sombra natural, preto, azul cerúleo, verde vessie.

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