sábado, 14 de novembro de 2009

Carpeaux: Nubian Man

Carvão e lápis carvão sobre papel marrakech, 2009

Esse exercício foi feito a partir de uma das minhas peças de gesso do ateliê. Aparentemente, achei que ia ser tranquilo desenhá-la, mas para a minha surpresa acabei levando uma "surra". O problema decorreu da minha escolha, nada boa, de trabalhar pelas partes. Ao começar o esboço, dei mais ênfase às massas sutis do rosto. Quando fui para o turbante, aquelas informações da face, embora elusivas, tornaram-se "poluídas" visualmente. Tive de voltar e eliminar o excesso, dessa vez, orientado pelo todo. O mapeamento ficou mais tranquilo a partir da mudança de rumo. Demorei algumas sessões para entender o que estava acontecendo de errado. Foi uma ótima experiência porque exigiu bastante paciência da minha parte. Representou também um caso singular em que as camadas sobrepostas tornaram-se também camadas de entendimento.

2 comentários:

  1. Oi, Maurício, aqui é o marcelo (aulas de sábado). Lindo desenho de um ótimo exercício. Outra coisa, acho que vc vai gostar do que o escritor Tom Wolfe disse:
    "Diz que a arte moderna é a soma de imaginação com falta de habilidade e que, se fosse péssimo desenhista como Picasso, também inventaria um movimento artístico com um nome terminado com "ismo" para justificar obras em que uma pessoa tem dois olhos no mesmo lado da face."

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  2. Oi Marcelo, eu ri muito com essa frase. Acho que faltam mais pessoas como Tom Wolfe por aqui... É de bom tom falar mal de realistas, pois isso é indício de inteligência e bom gosto. Mas o contrário é esteticamente incorreto... Hoje em dia, não se pode fazer um estudo com proporção crível pois isso sinônimo de retrógrado.
    Valeu.
    Abs.

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