O conceito do desenho gestual é registrar, via sensação, a pose, o gesto ou o movimento das figuras sem recorrer ao contorno externo da forma tridimensional. Representa um instrumento importante para capturar, extrair, a essência visual dos objetos e estrategicamente pode servir como abordagem de aproximação visual do problema a ser resolvido. Do ponto de vista estrutural, constitui uma maneira de representar a figura humana alternativa ao sistema linear acadêmico, caracterizado por seu viés racional de medição (pelo uso de ângulo da linha e cálculo da proporção). Ao longo dos anos, o gestual adquiriu uma dimensão crucial em minha prática por ser um caminho muito mais instigante e abstrato no campo da exploração visual, além de seu caráter indeterminado e imprevisível em termos de resultado.
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segunda-feira, 21 de maio de 2018
sábado, 30 de dezembro de 2017
"Retrato de Verdi", a partir da escultura de Vincenzo Gemito
No estilo pictórico, a abordagem de refinamento não consiste no acréscimo de detalhes cada vez mais minuciosos. No primeiro exemplo, as anotações são maiores e mais genéricas e esse método é válido quando o propósito é fazer uma série de anotações dos planos de luz, de forma rápida e concisa. Resolvi avançar reordenando os valores, o tamanho dos shapes, com o intuito duplo de registrar com maior precisão a luz e conduzir a leitura de maneira mais fluída e sutil.
Desenho em carvão e lápis pastel branco sobre papel marrakech, 2016.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Estudo em aquarela
Estudo em aquarela a partir da obra de Vigeland, escultor norueguês. Paleta restrita pensando em me "movimentar" usando cinza esverdeado, azulado e rosado.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Hachura como instrumento de anotação sucinta de asserções
Esse desenho foi executado em carvão, pastel branco e tinta acrílica no fundo, a partir da foto da obra "Retrato do Monsenhor Antonio Cerri", de Alessandro Algardi, grande escultor contemporâneo de Bernini.
O propósito foi usar o papel como base abrangente de tom médio em contraposição às massas escuras representadas pelo carvão. Diferentemente daquela abordagem mais elaborada de manter-me por mais tempo no processo (meio) e protelar o fim, deliberei trabalhar de forma mais econômica, sucinta e rápida, pela sobreposição do que falta, utilizando a hachura como instrumento mínimo necessário para gerar luz, topografia e textura.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Fluxo na prática...
De quando em quando, alguns estudos atingem certas qualidades intangíveis e, por essa mesma razão, indizíveis. Mas outro dia, respondendo a uma pergunta numa rede social, acabei tratando dos critérios, mais ou menos organizados, que ditam minha prática, embora quase inalcançáveis no meu atual estágio.
O primeiro, que tomei emprestado do zen (já que não sou praticante), de aceitar que a prática é que é expressiva (e não a obra, o tema, o artista, etc), o que exige implicitamente, e por tabela, a capacidade de esquecer de si mesmo. Dessa forma, a atenção volta-se para algo fora do praticante tornando possível a imersão no processo como campo do desconhecido.
O segundo, conceito emprestado de Harold Speed, mestre e pintor inglês, de buscar a sinceridade (e não a diferenciação ou originalidade estilística).
E, por último, o princípio da simplicidade, a tarefa quase impossível de a pintura atingir o irredutível e de ser o que é, nem mais, nem menos...
Estudo em carvão sobre papel Marrakech, a partir da escultura de Rodin
sábado, 15 de novembro de 2014
Estudo sobre papel vergê
Nesse estudo sobre papel vergê texturizado, a proposta foi utilizar o tom médio como base para a sobreposição de tons claros (com lápis pastel branco) e escuros (com carvão e lápis carvão). O maior desafio foi controlar o peso das massas e das hachuras com o intuito de manter o valor correto para não perder a sensação de luz.
"John Burroghs", lápis carvão preto, branco sobre papel vergê.
Detalhe mostrando a importância do cruzamento e da mudança de direção das hachuras, tanto para gerar textura como controlar o valor.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
"Seneca"
Estrutura do desenho e ordenamento preliminar das grandes massas
Manipulação da leitura por meio do trabalho de borda
domingo, 4 de maio de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Treino de alternância de estruturas da massa e do desenho
Um bom exercício quando não se tem modelos para posarem ao vivo é estabelecer treinos visando o ordenamento estrutural. Neste exemplo, tomei como referência uma estátua de luz lateral.
No primeiro desenho à esquerda um gestual rápido para obter o todo mais rápido, através do uso de linhas. No do meio, indicação das grandes massas para dar noção de espaço. No da esquerda, alternância para as linhas para conectar os espaços.
Sobreposição de massas menores prestando atenção ao fluxo de luz e articulando com a abstração dos shapes.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
A menor miniatura..
Esta foi o menor desenho em carvão que fiz, que eu me lembre, e o mais complicado. Tanto o lápis carvão quanto o esfuminho não encaixam tão bem e o papel cria uma dificuldade extra de ser mais porosa. Mas vale o desafio!
Carvão e lápis carvão sobre Illustration Board
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Mais miniaturas...
Esses exercícios dos desenhos diminutos me fez lembrar da época em que, adolescente, adorava fazer desenhos pequenos bem detalhados no pastel, mas não entendia (e também não me conformava) porque que virava uma massa prolixa ininteligível de informações quando vistos de longe.
Hoje a resposta é um tanto quanto óbvia: os detalhes tendem a desaparecer à distância. E o mais importante é praticar o olhar seletivo em busca do mais simples e essencial. É isto que mantém sua força visual.
Desenho a partir da peça do escultor Launt Thompson
Carvão e lápis carvão sobre papel Marrakech, 24x15,5cm
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Mais desenhos diminutos em carvão
Este exercício é o produto de mais uma tentativa de dar continuidade ao treino dos desenhos em miniatura no carvão. O dado interessante, pelo menos por enquanto, é que o tempo despendido com este tamanho chega a ser muito parecido com o de um desenho maior, dada a minha dificuldade de encaixe, que exige maior precisão e habilidade. E o mais estimulante como desafio é alcançar o mesmo tipo de raciocínio do desenho de maiores dimensões, com a mesma fluência.
Desenho em carvão e lápis carvão a partir do busto "Pope Innocent X" (de Alessandro Algardi)
O lápis e o esfuminho dão uma noção do tamanho do desenho, 29x20cm
sábado, 6 de abril de 2013
Desenhos diminutos em carvão
O uso do carvão em proporções tão diminutas impõe um grande desafio por exigir grande controle tanto para manter a proporção como para conseguir manipular o material. Neste ponto, o grafite presta-se muito mais a esta tarefa e pode ser considerado mais adequado para estas dimensões, por ser menos fugidio e ter maior precisão de “encaixe” tanto das massas quanto das linhas.
A grande dificuldade de manter a proporção pode ser explicada por um exemplo bem simples. Se um erro de dois ou três milímetros já faz diferença num desenho de tamanho natural, em um rosto medindo cerca de 7 centímetros, como foi o caso, o desvio bem mais sutil pode ter consequências mais drásticas.
Embora tenha apanhado bastante para me adaptar a este tamanho no carvão (como dá para perceber na passagem da penúltima para a última imagem), pretendo insistir nesta ideia de administrar uma margem de erro tão estreita com o intuito de aumentar a precisão da colocação das asserções.
A grande dificuldade de manter a proporção pode ser explicada por um exemplo bem simples. Se um erro de dois ou três milímetros já faz diferença num desenho de tamanho natural, em um rosto medindo cerca de 7 centímetros, como foi o caso, o desvio bem mais sutil pode ter consequências mais drásticas.
Embora tenha apanhado bastante para me adaptar a este tamanho no carvão (como dá para perceber na passagem da penúltima para a última imagem), pretendo insistir nesta ideia de administrar uma margem de erro tão estreita com o intuito de aumentar a precisão da colocação das asserções.

Por falta de treino, não consegui manter a proporção estabelecida inicialmente pelo todo.
Carvão, lápis carvão, 2013, 33x24
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Gestual no retrato com gamas de cinza
Neste estudo, resolvi alternar a estrutura do desenho com a estrutura das massas. O principal desafio foi dar a sensação de luz, mantendo a escala tonal reduzida, bem aproximada. Em outros termos, criar variação com o mínimo necessário, sem apelar para grandes contrastes de valor.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Desenho gestual em carvão
Neste desenho, resolvi encurtar o caminho do gestual aplicando o Princípio da Simplicidade, segundo o qual se deve organizar mentalmente a estrutura mais simples e, posteriormente, executa-la do modo mais econômico. Estabeleci, para tanto, na primeira camada, asserções mais diretas, sem muitas marcações provisórias, enquanto na segunda, tentei permanecer no campo do mínimo necessário, irredutível, para dar leitura. É possível notar na versão definitiva muitas das marcações iniciais da base.
Base gestual em carvão
Desenho definitivo com lápis carvão e lápis pastel branco
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