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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Técnica mista
Esta pintura foi uma brincadeira que resolvi fazer para tentar simular a textura da terracota (a partir da escultura "Diderot" de J.-A. Houdon), com a abordagem mais simples, direta e econômica possível. Mesclei vários materiais e técnicas para ver que "bicho" dava. Escolhi o papel marrakech cinza como fundo para "cruzar" sua cor e valor com a camada de aquarela sobreposta.
A primeira camada de aquarela, feita sobre esboço feito a carvão (com marcações bem genéricas de espaço), teve como função a criação de textura inicial de terracota e servir de base de cor. Interessante notar que esta base serviu muito mais para unificar o que vinha por cima do que para organizar a variação tonal.
Na fase seguinte, fiz uso do lápis carvão para ajuste do desenho; pastéis terra escuro para a colocação dos escuros; lápis pastel branco nos brilhos e lápis pastel preto para os accents. O fundo foi pintado com gesso acrílico para gerar contraste.
Sobre o gesso, voltei aplicar um glaze de aquarela para dar uma quebrada no valor muito alto do fundo.Não recomendo este tipo de "mistureba" de materiais como trabalho definitivo, visto que não é conhecida a sua durabilidade, mas vale como exercício que combina treinamento com entretenimento.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Dentro dessa ideia de esculpir com a luz, discutida no post anterior, o trabalho de borda é o elemento técnico por excelência que rege a leitura tanto da pintura como também da escultura.
Borda é o limite formado pelo encontro das massas. No modelo tridimensional, em geral, é possível constatar a borda dura (mais contrastante) quando há mudança abrupta na direção do plano e borda suave quando há mudança gradual na direção do plano.
Mas existem também outras funções para o uso do trabalho de borda. Ele estabelece o ritmo e a velocidade da leitura. Quanto mais dura a borda, mais a leitura pára. Quanto mais suave, mais a leitura flui.
Os dois estudos que fiz a partir de duas esculturas (para poder aplicar posteriormente na pintura), uma de Houdon e outra de Camille Claudel, serviram para entender o uso prevalecente da borda suave como elemento que conduz a leitura num movimento mais fluente.
Mas existem também outras funções para o uso do trabalho de borda. Ele estabelece o ritmo e a velocidade da leitura. Quanto mais dura a borda, mais a leitura pára. Quanto mais suave, mais a leitura flui.
Os dois estudos que fiz a partir de duas esculturas (para poder aplicar posteriormente na pintura), uma de Houdon e outra de Camille Claudel, serviram para entender o uso prevalecente da borda suave como elemento que conduz a leitura num movimento mais fluente.
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