segunda-feira, 30 de maio de 2016

Estudo sistematizado das grandes massas 2

Ao adentrar no campo do ofício e vivenciá-lo cotidianamente com cada vez mais intimidade, alguns insights nos são revelados generosamente. Um deles, dentre tantos, é o entendimento de certos paradoxos oriundos da prática repetitiva: de que quanto mais se quiser avançar (na direção do aprofundamento) mais se deve retomar o começo - em outros termos, para poder ter acesso às questões mais complexas do processo é crucial retomar a base. Agradeço aos "deuses" do desenho e da pintura por isso...


1a. camada no carvão que tem por função estruturar o desenho, enquadramento e grandes massas.

2a. camada no carvão com distribuição das grandes massas


Versão no pastel com registro da luz

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Estudo sistematizado de estruturas das massas

À esquerda, desenho gestual com anotação inicial de massas. À direita, modelo com estrutura das massas com sobreposição de shapes menores, referência para a manipulação no óleo colorido.

Versão a óleo da estrutura das massas, separada em 3 estágios.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Cavalo em miniatura - etapas do processo

A experiência de pintar um quadro pequeno, além de desfrutar do charme próprio da dimensão diminuta, é bem enriquecedora por possibilitar o trabalho de pincelada e de borda mais eficiente. 

Com muito pouco é possível visualizar melhor a diferença de cada asserção. A exploração das várias abordagens – como a mudança do peso do pincel, o incremento da pastosidade, o movimento das massas como um parâmetro sensorial de ação, o refinamento dos valores pela interação de camadas – passa a ser uma realidade muito mais perceptível. 

Conciliar a exploração das muitas variáveis do óleo com a mente aberta, atenta e flexível potencializa a apreensão dos recursos que o óleo tem para ensinar.



 Estrutura das massas de cor e anotação dos espaços com carvão

Pintura finalizada, óleo, 25x25cm

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Retrato de Victor Hugo, carvão sobre papel vergê, 2015

A característica da construção do processo pictórico é que não se dá de maneira sequencial, separando a estrutura do desenho da estrutura da massa. Há alternância entre as duas sem seguir qualquer tipo de regra. Tampouco há medição racional ou mecânica de qualquer natureza em relação ao ângulo da linha, proporção, forma ou mesmo plano tridimensionais da figura. Os espaços bidimensionais são explorados visualmente por sensação, tanto pela linha como pela massa.

Consiste num sistema em que se trabalha a improvisação tendo como lastro critérios de ordenamento, embora não haja regras do que fazer.

O compromisso com o processo (meio) consiste em não recorrer a nenhuma espécie de subterfúgio para garantir o êxito (fim). A aceitação óbvia de que resultado deva ser consequência, produto natural do meio, é condição fundamental na prática pictórica.







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