quarta-feira, 30 de abril de 2014

Grupo de Estudos 2014

A primeira sessão do ano teve por objetivo abordar um dos aspectos mais fundamentais da prática do desenho e da pintura: levantamento conceitual sobre a postura necessária para o aprofundamento em direção à excelência a partir do conceito de ofício, em oposição à busca estrita do status artístico.
A partir desse levantamento, foram abordadas questões e reflexões sobre os aspectos intrínsecos à prática decorrentes desta escolha.








 Hora do lanchinho...















Análise da concepção visual de obras como base para o entendimento sobre o estilo, da utilização instrumental da técnica, do ordenamento mental do processo, da observação seletiva e da importância da estrutura como início do pensamento.



domingo, 20 de abril de 2014

Retrato de Eduardo (3a. versão): concepção visual e etapas do processo

Conceito: trabalhar em chave alta (na qual predominam os tons mais claros) com o duplo intuito de registrar o fluxo de luz e dar fluência à leitura.
Na prática, o ponto de partida foi  o uso do contraponto de valor alto x baixo, recorrendo à massa escura do cabelo e da barba como shapes que "molduram" o plano de luz do rosto.
Neste plano, por sua vez, o fluxo de luz como diretriz de ação exigiu a manutenção de tons mais claros para elementos sabidamente escuros (olhos, sombra projetada dos olhos, sobrancelha, plano inferior do nariz).



Neste estágio, já havia dado por encerrado, mas resolvi manipular mais a leitura, inserindo tons mais escuros.

 
A curiosidade do processo fica por conta da utilização da interrupção da luz como elemento crucial para a configuração da forma (tridimensional) e da fisionomia, pela via da sugestão. O lado prazeroso, e também desafiador, de trabalhar em chave alta é a exigência que o conceito impõe de interagir constantemente com a prática por sensação para não desandar a escala tonal.

domingo, 6 de abril de 2014

"Retrato de Eduardo"

O grande desafio deste retrato, executado em mais ou menos 30 minutos, consistiu em conter a empolgação ao retratar uma figura com expressão fisionômica tão peculiar, que me remetia ao grande pintor italiano Antonio Mancini do século XIX (em sua juventude). No momento de iniciar o desenho, fiz um grande esforço para não não me deixar levar pelo ímpeto de passar por cima do processo, que pode ser traduzido como copiar o que se vê sem a contemplação típica da observação seletiva.  Acalmar a mente foi fundamental para canalizar essa energia para o lugar certo, tanto para manter a interação sensível com a prática, com o desenho e o modelo, como para simultaneamente manter a abordagem simples, abstrata e sucinta até o fim.













Carvão e pastel branco sobre papel marrakech







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