domingo, 16 de fevereiro de 2014

Exercício de "linha exploratória"

Um dos exercícios constitutivos da prática do gestual é o uso da linha orgânica que tem por objetivo explorar os espaços inomináveis, negando as linhas que descrevem a forma tridimensional, como olho, nariz, boca, orelha, etc. Em geral, a linha tem maior afinidade com o lado esquerdo e racional por servir de contorno externo aos objetos e assim, de certa forma, "atribuir-lhes nomes".
Explorar e “navegar” pelos espaços bidimensionais constitui uma tarefa árdua porque, ao negar o contorno associado ao objeto, exige necessariamente o desprendimento mental do significado, da intenção e do resultado.
Este exercício torna-se bem dificultoso justamente por explorar visualmente espaços bidimensionais e simultaneamente dissociar a linha daquilo que tem nome e que remete ao objeto sólido tridimensional.



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Gestual de 30'

Uma das formas mais eficientes de treinar o olhar, com o objetivo de visualizar e sintetizar o essencial, é elaborar de tal forma a abordagem que, com poucas asserções, as várias estruturas sejam resolvidas num prazo relativamente curto. A estratégia é aproveitar o papel como tom médio sobre o qual são estabelecidos os contrapontos claros e escuros. Neste tipo de construção, a relação entre massa e hachura é invertida. A hachura tem um papel muito mais importante por conta de sua atribuição de ajustar o valor, sugerir planos e transmitir a sensação de luz. A massa, em contrapartida, tem seu papel reduzido (para não despender muito tempo com o estabelecimento dos grandes planos) à função de dar unidade mínima para os tons baixos.
 
Carvão e lápis pastel branco sobre papel Marrakech, 2014, 33x25.

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