domingo, 14 de agosto de 2011

Estrutura das massas 2

A estrutura das massas é o todo, tanto no desenho como na pintura, constituído das grandes massas e tem a função de organizar as relações de valor e dar unidade às sobreposições de massas menores posteriores.
O estudo abaixo consistiu no exercício mental de abstração que procura visualizar e simplificar sucintamente as grandes massas “que estão por baixo”, eliminando assim todos as minúcias e outras informações desnecessárias.



Vale a pena notar como, na abordagem pictórica, é a massa que estrutura a imagem. Enquanto no sistema linear, a representação da forma serve geralmente de ponto de partida com o subsequente trabalho de sombreamento, no pictórico, a forma acontece como consequência das sobreposições de planos e toques menores.
A boa estrutura é aquela que permite colocar apenas o que falta, de forma bem precisa e “encaixada”, sem muitos retoques, e que antecipa o que vem por cima. Por isso, é verdadeiro o seu oposto: o sintoma de uma má base é quando ela deve ser refeita quando se avança no processo.


Aplicação da estrutura da massa como referência de abstração e simplificação


Eliminando os accents - pequenos toques mais escuros (pelo Photoshop) - representados pelos olhos e narinas, é possível constatar como são as grandes massas subjacentes que dão suporte visual decisivo na estruturação da imagem.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fluxo de luz como conceito

O conceito de fluxo de luz, como diretriz de ação e de pensamento, consiste em retratar a incidência e distribuição da luz na figura (“luz nas coisas”) e assim evitar a mera representação da figura com luz (“coisas com luz”). A diferença básica entre as duas abordagens incide sobre o nível de abstração. Enquanto na segunda, o procedimento assenta-se sobre um modo mais mecânico, pela estrita comparação de um valor com outro e colocação de massas justapostas; na segunda, trabalha-se por sensação o conceito de esculpir a figura com a luz. O pré-requisito para manipular as massas na primeira perspectiva é o entendimento de como a luz se comporta, pela análise de sua intensidade, direção, etc, na segunda, o que prevalece é a habilidade de imitar corretamente os valores.

Uma das maiores dificuldades para manter a abordagem abstrata é desprender-se da descrição da forma tridimensional ou da fisionomia e acreditar que elas acontecem como resultado da inserção das interrupções (provocadas pelas concavidades e saliências do modelo) da luz.



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